É possível ter uma sucessão patrimonial com custo zero? Entenda com Rodrigo Gonçalves Pimentel

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Rodrigo Gonçalves Pimentel

A sucessão patrimonial deixou de ser apenas uma preocupação jurídica para se tornar uma decisão estratégica de longo prazo. Segundo o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, filho do desembargador, Sideni Soncini Pimentel, a forma como o patrimônio está estruturado define não apenas o custo da transferência, mas a própria continuidade do legado familiar e empresarial.

Isto posto, em um cenário de alta carga tributária e burocracia sucessória, surge uma pergunta inevitável: é possível realizar essa transição com custo zero? A resposta está na arquitetura societária internacional. Ao longo deste conteúdo, veremos como essa estratégia funciona na prática e por que ela representa uma evolução no planejamento patrimonial. Então, continue a leitura e entenda os mecanismos por trás desse modelo.

O que significa sucessão patrimonial com custo zero?

A ideia de sucessão patrimonial com custo zero não está ligada à ausência total de regras, mas sim à eliminação dos custos tradicionais do processo sucessório. O modelo clássico envolve inventário, ITCMD e, em alguns casos, uma tributação internacional relevante. Tendo isso em vista, o que se busca é evitar eventos que geram tributação.

Rodrigo Gonçalves Pimentel
Rodrigo Gonçalves Pimentel

Isso ocorre quando a estrutura jurídica impede que a transferência de bens seja caracterizada como transmissão direta de patrimônio. Em vez disso, ocorre uma substituição do titular pelo controle societário, como comenta o advogado Rodrigo Pimentel.

No final, essa lógica muda completamente o cenário. Conforme ressalta o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, o foco deixa de ser a divisão de bens e passa a ser a continuidade do controle. Desse modo, o patrimônio permanece dentro da estrutura, enquanto o comando é transferido de forma planejada e automática.

Como funciona a estrutura societária internacional?

A base dessa estratégia está na criação de uma holding internacional que centraliza o controle dos ativos. Assim sendo, o patrimônio deixa de estar vinculado à pessoa física e passa a ser detido por uma pessoa jurídica no exterior. Esse modelo opera com uma lógica simples e eficiente:

  • A pessoa física integraliza recursos em uma holding internacional;
  • Essa holding passa a controlar empresas operacionais e ativos;
  • O controle da holding é estruturado com regras sucessórias específicas;
  • A transferência ocorre por contrato, e não por herança tradicional.

Essa dinâmica evita eventos tributáveis típicos. Conforme demonstrado nas estruturas modernas, não há transmissão direta de bens físicos, mas sim mudança de controle societário.

Por que manter patrimônio na pessoa física é um risco?

A manutenção de ativos em nome da pessoa física ainda é uma prática comum, mas apresenta riscos relevantes. De acordo com o o advogado Rodrigo Gonçalves Pimentel, filho do desembargador, Sideni Soncini Pimentel, esse modelo expõe o patrimônio a custos elevados e a processos demorados. Inclusive, em contextos internacionais, a situação se torna ainda mais sensível. Entre os principais riscos, destacam-se:

  • Incidência de imposto sucessório estrangeiro: pode chegar a níveis elevados dependendo da jurisdição;
  • Necessidade de inventário internacional: processos complexos e custosos;
  • Bloqueio de ativos: comprometimento da liquidez familiar e empresarial;
  • Insegurança jurídica: sujeição a diferentes sistemas legais.

Esses fatores demonstram que a ausência de planejamento não é neutra. Aliás, o custo da inércia pode ser significativamente maior do que o investimento em uma estrutura adequada. Isto posto, ao migrar para uma arquitetura societária internacional, esses riscos são mitigados. O patrimônio passa a estar protegido por uma camada jurídica mais robusta e alinhada com práticas globais.

Por que essa estratégia representa uma evolução no planejamento?

Em suma, o conceito de sucessão patrimonial evoluiu. O foco deixou de ser apenas a economia tributária e passou a incluir governança, segurança e perpetuidade. Assim sendo, a estrutura internacional não é uma solução genérica. Segundo o Dr. Rodrigo Gonçalves Pimentel, trata-se de uma arquitetura sofisticada que exige planejamento técnico e visão estratégica.

Logo, o empresário que adota esse modelo deixa de atuar de forma reativa e passa a estruturar o futuro do seu patrimônio. No final, essa mudança de mentalidade é o que diferencia modelos tradicionais de soluções modernas. Com isso, a sucessão deixa de ser um problema e passa a ser um processo previsível e controlado.

A sucessão patrimonial como uma decisão estratégica

Em conclusão, a sucessão patrimonial com custo zero é possível quando se abandona o modelo baseado na pessoa física e se adota uma estrutura societária internacional bem planejada. O custo não desaparece por acaso, mas é evitado por meio de decisões jurídicas inteligentes. Aliás, o ponto central não está apenas na economia tributária. Está na capacidade de garantir continuidade, proteger o patrimônio e preservar a harmonia familiar. Afinal, uma sucessão eficiente não é um apenas benefício acessório, mas uma condição essencial para a perpetuidade do legado.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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