Segundo Andre de Barros Faria, CEO da Vert Analytics, a cultura de dados deixou de ser um projeto paralelo: ela se tornou a engrenagem que organiza decisões, prioridades e eficiência quando IA e analítica entram na rotina. Se sua empresa quer reduzir retrabalho, acelerar respostas e sustentar qualidade em escala, continue a leitura: o que muda no dia a dia não é só o relatório, é a forma de trabalhar.
O que muda na rotina das equipes?
A transformação começa no micro. No dia a dia, equipes passam a registrar melhor o que fazem, porque entendem que dados confiáveis dependem de processos consistentes. Em vez de preencher informação apenas “para cumprir tabela”, as pessoas percebem que o registro melhora previsibilidade, reduz retrabalho e protege decisões.
Outro ponto é a padronização de linguagem. Indicadores deixam de ser termos soltos e viram definições compartilhadas. Vendas, operações, financeiro e atendimento passam a olhar para o mesmo significado, mesmo quando usam sistemas diferentes. Como resultado, a empresa reduz divergências e melhora a coordenação entre áreas.
Conforme aponta Andre de Barros Faria, especialista em tecnologia, a cultura de dados não é um manual extenso, é um hábito: definir o que importa, medir do mesmo jeito e revisar com frequência para manter utilidade.
Qual é o papel da liderança na adoção real?
Cultura não se instala, se pratica. Se a liderança decide por intuição quando convém e ignora métricas quando contrariam preferências, a equipe aprende que dados são decorativos. Ao contrário, quando a liderança usa evidências de forma consistente, o time percebe que vale a pena registrar, medir e melhorar.

Tendo como referência boas práticas, a liderança precisa sustentar três atitudes: clareza sobre objetivos, consistência na forma de medir e disciplina para revisar o que não funciona. Isso inclui evitar a inflação de métricas. Quando tudo vira indicador, nada orienta decisão. A cultura amadurece quando poucos indicadores são realmente usados para decidir e acompanhar.
Nessa linha, Andre de Barros Faria, especialista em tecnologia, costuma reforçar que o ganho aparece quando a empresa transforma dado em rotina de gestão, e não em apresentação de fim de mês.
Como IA altera a qualidade do trabalho, não apenas a velocidade?
IA bem aplicada reduz esforço mecânico e libera tempo para análise e decisão. Contudo, ela também aumenta a exigência de qualidade. Se o processo de entrada de dados é frágil, o resultado automatizado perde credibilidade. Por conseguinte, a equipe passa a valorizar consistência, validação e rastreabilidade.
No cotidiano, isso significa checagens simples que evitam erros em escala, critérios de aprovação para dados críticos e cuidado com acessos e privacidade. Também significa aprender a trabalhar com probabilidades: IA pode sugerir, priorizar e identificar padrões, mas nem toda recomendação deve ser executada sem revisão em contextos sensíveis.
Como observa Andre de Barros Faria, CEO da Vert Analytics, a IA amplifica o que a empresa já é: Se há disciplina, ela acelera resultados; se há improviso, ela acelera problemas.
Cultura de dados: Consistência e clareza
Cultura de dados muda o dia a dia porque altera a forma de decidir, trabalhar e colaborar quando IA e analítica entram em cena. Ela exige consistência, clareza e responsabilidade, mas devolve velocidade com controle, menos retrabalho e mais previsibilidade.
Diante do exposto, fica claro que o diferencial não está em ter dashboards, e sim em praticar uma rotina em que dados orientam decisões e melhoram processos continuamente. Como conclui Andre de Barros Faria, especialista em tecnologia. uma cultura de dados forte é o que transforma IA e analítica em capacidade real de execução, não em modismo passageiro.
Autor: William Brewer
